domingo, 13 de setembro de 2009

É isso que me espera?

Andar ao teu lado
Te ver de perto
Mas não tão perto
A ponto de te tocar

Caminhar contigo
Olhar nos teus olhos
E sem pudor nenhum
Começar a chorar

Estar frente a ti
Sentindo tua respiração
Sem poder te abraçar
E apaixonadamente te beijar

Thiago M. Lacerda

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Morre aqui mais um pedaço de mim

Arranquem meus olhos
Doem para alguém que saberá usa-los melhor

Cortem minha lingua
Poderá ser mais util pra outra pessoa

Levem meu corpo e deixem com alguém que saiba usa-lo
Ou então simplesmente atirem aos peixes

Mas meu coração,
Esse coloquem entre a lenha
Acendam fogo e deixem queimar
Lentamente, até sobrarem só as cinzas
E lancem então toda essa poeira no ar
Até que não sobre um grão sequer...

Thiago M. Lacerda

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

E no fim?

Um mundo em crise
Uma vida prestes a desabar
Os olhos que me observam
Não tem poder para me ajudar

Já não são mais as mesmas gargalhadas
As noites não trazem o mesmo prazer
A pessoas não estão mais encaixadas
Se eu não posso me ajudar, quem vai poder?

Tudo bem que a esperança é a ultima que morre
Mas no momento em que isso acontece
É cada um por sí, ninguém sabe pra onde corre
E nas mãos do destino alguém padece...

Thiago M. Lacerda

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Se há sorte eu não sei, nunca ví

Muita coisa aconteceu desde a última "página do diário". Os últimos poemas são as marcas que restaram de tudo que se passou. Espero que as únicas marcas... Escrevo nesse exato momento da biblioteca da PUC, e regido sob esse silêncio funebre, penso no que vai ser daqui pra frente... Ao leve som de respiração, penso nas inúmeras tentativas. A última tão certeira, tão precisa, tão empolgante, tão errada... Cair é sempre fácil. Mas a cada queda fica mais dificil levar. Fica mais dificil querer levantar. A última queda me machucou bastante. Não pelo sentimento envolvido, mas sim pela surpresa. Não esperava que o tropeço fosse tão rápido e tão doloroso. Talvez nem esperasse que ele viesse... E agora, cá estou, no chão, sentindo nas costas o frio da calçada. Nos olhos só o reflexo da tempestade que cai sobre a minha cabeça. Reflexo nos olhos... Um dia pensei em perguntar: "Isso ai nos teus olhos é o reflexo de um poema meu?". Não era. Talvez fossem só as estrelas, e eu certamente não era uma delas. Não sou. Nunca fui.
Tudo tão rápido e desesperador. Num minuto a minha imagem estava gravada no céu, e noutro queimava sob o solo. Há quem diga que isso se chama destino, e que tudo acontece por um motivo. Há quem diga que isso se chama poder divino, e que Ele lá em cima nos guia pelo melhor caminho. Eu digo que isso é azar. Falta de sorte, como queira chamar. Seja o que for, destino, Deus, sorte... Não está me acompanhando agora...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Preciso dizer mais?

Até quando tudo está certo acaba errado...

Noite sem estrelas

Lembro de ti ao ver as estrelas
Mas a minha noite está escura
Aqueles sonhos brilhantes
Que pareciam cada vez menos distantes
Subitamente se apagaram
E em queda livre me lançaram
O que fazer? O que dizer?
Nada mais importa
Já não importa nem quem errou
Só importa o fim que levou

Thiago M. Lacerda

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Estúpido

Tenho medo...
Medo de morrer
De viver
Medo de ter medo
Medo de perder o medo

Medo de amar
De chorar
De sair do lugar

Meu medo se espalha no ar
Seguindo esse medo
Não sei onde vou parar...

Thiago M. Lacerda