terça-feira, 20 de outubro de 2009

De volta às crônicas

Outro dia, sentado num banco em frente ao diretório do prédio 5 da PUCRS, lí uma frase marcante que havia sido pintada também nas paredes do Instituto de Letras da UFRGS. Pra que(m) serve teu conhecimento? Li-a em voz alta, e imediatamente recebí a resposta de um amigo sentado ao lado: Pra poder trabalhar bem e ganhar dinheiro. Como que por reflexo, utilizei-me de uma expressão que aprendí com a minha dinda e que traduz bem o que essa resposta me trouxe. Disse simplesmente "que triste".
Que coisa mais triste pensar que todo o conhecimento que adquirimos durante uma vida inteira serve somente para recebermos pedaços sujos de papel. Horas e horas das nossas vidas por uma tira de papel tingido. Saber que nossos sonhos, nossos castelos e o nosso mundo de encantos onde tudo é belo (como diria Tim Maia) construidos lentamente não nos servem de moradia. Servem pra alugarmos para idéias alheias. Nossos inquilinos tem mais dinheiro, e sem eles não podemos sustentar essa linda mansão que construimos sem a minima utilidade.
Não podemos mais manter nossos ideais. Na verdade, ter uma ideologia já é demodê. Pensar e agir é coisa do passado. É tempo de ser igual. Tornar o mundo uma só massa popular... sem massa encefálica. Que triste...
Thiago M. Lacerda

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

É assim

Quando estou ao teu lado o tempo pára
A felicidade se estampa na minha cara
Meu coração, alegre, dispara
E até a maior das feridas instantaneamente sara

Thiago M. Lacerda

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dói em mim

Não adianta tentar
Tudo em nós é diferente
O que dói em um
O outro não sente

Aquilo que te ilumina
Só me traz azar
Não passam de cordas
Prestes a me enforcar

O medo que tenho
É te perder
Mas tua maior preocupação
É justamente me ter

Triste saber
Que o queres
É o meu não querer

Thiago M. Lacerda

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Porque me queres assim?

Juro, não foi o que eu quis
Essa escolha, não fui eu que fiz
O que eu queria era um sim
O meu sonho era te ter pra mim
Mas se nossos destinos insistem em nos separar
O que posso fazer, além de aceitar?

Thiago M. Lacerda

domingo, 11 de outubro de 2009

Baile de máscaras

A vida é um baile de máscaras
Cada um com seus detalhes
Seus segredos escondidos
Sob a bela face de ninguém

Eu uso uma máscara fúnebre
Embaixo dela, só o vazio
Simplesmente uma casca
Um nada...

Talvez eu seja realmente
Só a máscara...

Thiago M. Lacerda

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Arlequim

Se pisas em mim
A culpa é minha,
Eu quís assim.
Quis pelo medo de perder
Medo de ver o fim

Mas se depois perguntarem
Valeu ter sido dela um arlequim?
Será com brilho no olhar
e sorridente que direi sim...
Thiago M. Lacerda

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Outra vez

A vida nos torna tão insensíveis
Ao seu próprio toque
Que ficamos desatentos
E não percebemos
Quando o amor bate à porta

Deixe o vento trazer
A verdade aos ouvidos
Deixe a luz lhe revelar
A verdadeira face do amor

Não aceite a cegueira
Que a vida lhe impõe
Pois o sol pode brilhar
Outra vez

Thiago M. Lacerda