quarta-feira, 15 de abril de 2009

Questão discutida

Questão 69 - Qual é a utilidade real do vestibular para o aluno?

a) Separar os capazes dos incapazes, afinal, todo bom profissional precisa saber a diferença entre um íon e um cátion.
b) Dar dinheiro aos cursos pré-vestibular
c) Gastar papel e caneta
d) Reunir os futuros universitários num divertido dia de provas.
e) Nenhuma das anteriores

Questão discutida:

Quando perguntados sobre a utilidade da matéria estudada na escola, os professores costumam dizer:
- Isso é importante para passar no vestibular!
Mas, e se tais matérias simplesmente fossem apagadas das provas? Afinal, porque um web designer precisaria saber quantos mols tem em uma molécula de água? Ou porque um químico deveria saber que Machado de Assis escreveu obras como Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas? Na verdade, talvez nem seus professores devam saber a resposta para essas perguntas, e, indo um pouco mais a frente na nossa linha de pensamentos, chegamos à conclusão que para sermos bons profissionais em nossas áreas, não precisaríamos ter estudado nem metade do que estudamos para ter uma boa nota na prova do vestibular.
O tão temido vestibular não deveria ser causa de pânico aos vestibulandos, mas algo tido como necessário para separar os futuros profissionais capacitados à tarefa em questão dos incapacitados. Para isso, as provas deveriam ser bem mais específicas, abordando somente os assuntos necessários para o bom trabalho da área. Provas específicas facilitariam inclusive aos alunos indecisos, que somente pelas disciplinas abordadas na prova, poderiam escolher a que mais lhe agrada.
Talvez um dia a educação brasileira, ou melhor, a mente dos educadores, esteja preparada para tal mudança, e enfim chegará o momento de vitória dos alunos, que não precisarão gastar horas de sua vida estudando algo que só será usado para marcar algumas questões objetivas de uma prova semi-inútil. Ou talvez não...

Thiago Lacerda

sábado, 4 de abril de 2009

Velho Sací

Sempre em frente meu Inter
É assim que deve ser
Com força e determinação
Fascinando cada cidadão

Tua senda de vitórias
Hoje completa 100 anos
E com certeza, muitas glórias
Ainda estão nos teus planos

O velho Sací ainda mora
Lá no Gigante da Beira-Rio
Orgulhoso, nunca chora:
Coragem! Faça chuva, faça frio...

Oh clube internacional
Que a todos já venceu
És um time sensacional
Desde o dia em que nasceu

Possuidor de todos os títulos
E outros mais ainda terás
Sinceramente, acredito
Que muito feliz ainda me farás

PARABÉNS INTERNACIONAL PELOS 100 ANOS DE GLÓRIA!!!!

Thiago M. Lacerda

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Mais caipirinha!?

Máfia. Talvez seja assim que devêssemos nomear a trupe políticos corruptos no Brasil. É essa máfia que faz do Brasil um país estagnado como é, ou melhor, atolado na lama que ele próprio criou, decadente, vivendo só de aparências.
O país da galhofa, do carnaval, da mulata e da caipirinha utiliza-se da capa criada pela mídia para acalmar o povo, mostrando bons índices de crescimento, que na verdade não refletem em nada a realidade do povo, ou ainda escondendo escândalos que só serão apresentados ao incauto e desatento brasileiro no momento oportuno. Enquanto esse momento não chega, distraiam-se com as novelas que se passam num mundo perfeito e com as mortes banais que vez ou outra ganham foco.
Dizem que o brasileiro é alegre, divertido e hospitaleiro. Bobo alegre. Felizes são os “casmurros” europeus, que em sua “chatice” não se permitem ser passados para trás pelas pessoas que deviam representá-los. Aqui, esses representantes são trambiqueiros, escorregadios, e não temem e nem respeitam o povo, que deveria ser seu verdadeiro patrão. Através da mídia, o governo consegue dissuadir o brasileiro a pensar em futilidades, e se tornar néscio, deixa-lo à margem.
Quiçá o povo devesse se revoltar, aturdir e vilipendiar a política. Devemos ser inclementes em relação aos deslizes de nossos algozes, digo, representantes. Talvez só assim conseguiremos acabar com esse eterno declínio mascarado que vive o Brasil...

Thiago M. Lacerda

sábado, 21 de março de 2009

Esse tal amor

Como posso não amar aquela

Que é perfeita até em suas imperfeições?

Qual sentimento deveria nutrir por aquela

Que me cativa até com seus piores defeitos?


Dizem que o amor é cego

Mas cego, não é

Talvez louco

Mas tudo na vida tem sua dose de loucura


Amor é como chamo

O brilho dos teus olhos,

Que ofusca minha visão

E me faz vê-la perfeita


Amor é como chamo

O teu perfume

Que invade a minha mente

E te mantém sempre em meus sonhos


Amor é como chamo

A tua voz

Que tira a sonoridade de tudo e de todos

E me deixa preso às tuas palavras


Talvez seja esse tal amor

Que aquece nossa alma,

Amarga nossa vida

E machuca e alimenta o coração...


Thiago Lacerda

quarta-feira, 18 de março de 2009

Relampejo de beleza

Se teus olhos verdes fossem o mar
Já terias me envolvido em água
E eu estaria afogado de tanto amar
Somente minhas lembranças onde teu verde deságua...

A única coisa que me tira da penumbra é o brilho do teu olhar
Esmeraldas de brilho raro
Água pura e límpida onde quero navegar
Jóia de valor inestimável e infinitamente caro
Jóia que dá mais valor a minha vida
Jóia que reflete sempre meu desamparo
Jóia que nunca permite minha despedida

Nesses teus olhos vejo os dois lados da moeda
Neles, o ser, o ter e o estar se unem num só relampejo
E cada vez mais eu percebo minha impotência
De desistir de vez desse desejo...

Thiago Lacerda

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Utopia de amor

Guardo aqui dentro um coração
Que, apesar de não de não poder entregar em tua mão
Será eternamente teu
E assim, sempre lembrarás do amor meu
Que foi várias vezes no papel jogado
Saciando a intensidade desse amor guardado...

Thiago Lacerda

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Ah... Bons tempos...

Ah, se eu tivesse nascido noutros tempos... No tempo em que a “pegação” ainda não havia substituído as caricias, as mãos dadas, o namoro... No tempo em que não vivíamos presos nas nossas próprias casas, dentro de jaulas construídas pra proteção. Devia ter nascido na época em que se podia ir pra praia de carona, e que casas em Pinhal, Cidreira ou até mesmo Capão eram seguras e de pátio aberto. Talvez devesse ter nascido há vários anos, quando Aquecimento Global era fantasia na cabeça louca de cientistas, e crianças jogavam futebol e andavam de bicicleta sem que suas mães tivessem medo de que fossem roubadas, atropeladas, assassinadas, seqüestradas ou qualquer outra coisa com a qual estamos acostumados a conviver...
Mas, como viveria sem a tecnologia, as facilidades de comunicação, estudo, diversão e tudo o mais? Conseguiria carregar uma câmera fotográfica com alguns filmes para todo lugar, e esperar dias para revelar as fotos? Conseguiria manter contato com amigos e ex-colegas só por carta, ou com alguma sorte, telefone? Grande dilema...
Talvez o meu lugar seja num futuro, onde o passado e o presente se juntam, nos ensinando a não cometer os mesmos erros, e manter vivas as fórmulas de sucesso que fazem com que lembremos sempre dos “anos dourados”... Afinal, se nossa esperança não mantiver vivo o desejo de um mundo melhor, o mundo de sonhos seria negro e nossa vida perigosa e monótona aconteceria dentro de cavernas...

Thiago Lacerda