segunda-feira, 15 de junho de 2009

Nada explica!

Juro que queria dizer exatamente como foi o meu feriado... Mas eu não conheço nenhuma palavra que expresse tudo que eu sentí nesses três dias. Chorei, ri, pulei, me concentrei, conversei, me calei... A vida tem me mostrado que estou errado. Costumo esperar pouco dela... E as vezes, ela me surpreende... Ultimamente, muitas vezes...

Vou direto ao próximo assunto: Outro poema... Escrevi-o durante o primeiro desses três maravilhosos dias... Talvez o unico deles que realmente tenha seguido minhas expectativas. Ei-lo aqui:

Em cada esquina...

Não sei fechar os olhos
Minha escuridão não é só minha

Minha escuridão se esconde sob a luz
Luz de todos

Embaixo de cada fagulha
Atrás de cada resquício de luz
Em cada esquina mal ilimunada
Lá está um pouco de minha sombra

Embaixo dessas letras
Acabastes de decobrir um pouco desse vulto...

Thiago M. Lacerda

terça-feira, 9 de junho de 2009

Espero que um dia as máscaras caiam...

Hoje, enquanto caminhava na chuva da manhã, lembrei-me de um poema que escreví há algumas semanas. Esse poema, originalmente, levava no título o nome de uma menina, que prefiro não citar aqui. Portanto, modifiquei alguns trechos (mais precisamente os versos 3 da segunda estrofe, e 1 e 2 da terceira estrofe), assim como o título. Eis então este trabalho mascarado:

Menina

A vida as vezes nos deixa marcas eternas
Podem ser torturas cruéis
Ou as lembranças mais terna

Não sei dizer ao certo qual dessas, em mim ficou
Podem até dizer que é impossível
Mas acho que essa menina, o bem e o mal me marcou

Levo tatuada no coração
Uma letra que me aprisiona
E me priva de toda a razão

Marcada a fogo
Fogo da paixão
Essa cicatriz
Não é só mais uma sensação

É uma marca
Que só o tempo cura
E muitas vezes
Pra sempre dura...

Thiago M. Lacerda

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Um dia lindo pra sair de casa e andar sem rumo

Um dia lindo. Belas e alvas nuvens no céu azul límpido. Brisa leve no ar... Mas dentro de mim, ainda chove. Confesso, ao te ver fico sem ar. Meu coração nublado sofre com os ataques incessantes das trovoadas do amor e do vendaval da paixão. Lá fora, o sol continua a brilhar...

Thiago M. Lacerda

Meu partido é o coração partido
E as ilusões estão todas perdidas
Os meus sonhos foram todos vendidos
Tão barato que eu nem acredito
Eu nem acredito...
Cazuza

domingo, 7 de junho de 2009

Pra quem pode...

Dançar espanta os males. Faz a gente esquecer de tudo ao redor. Dançar é muito bom. Dançar é excepcional... Não pra quem não sabe dançar...

Thiago M. Lacerda

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Uma receitinha rápida

Unte uma bandeja com bastante hipocrisia e alegria. Complete-a até a borda com duas xícaras de ignorância, três colheres de mentiras e falta de caráter à gosto. Mantenha em local arejado, sem camisinha, métodos contraceptivos e nem educação. Espalhe bastante funk e axé por cima e pronto. Temos ai um brasileiro típico. Simples e rápido de fazer.
Voltaremos...

Thiago M. Lacerda

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Quem é que paga os colchões queimados?

O assunto do momento é a crise do sistema judicial e penitenciário. Piada. Todos sabemos que o judiciario brasileiro está seguramente entre os piores do mundo. Seguramente, esta aí uma palavra que não tem relação nenhuma com esse texto, afinal, segurança, definitivamente, é algo que não temos nesse país. Mas ainda com segurança posso dizer que a grande culpa dessas máquinas governamentais que deveriam nos protejer estarem falidas são os Direitos Humanos. Espantem-se, ou não. Gostem, ou não.
Vejam com clareza: Um cidadão é assaltado na rua. O ladrão leva-lhe o carro, que custa em média R$18.000,00. Logo mais, esse mesmo ladrão é perseguido pela policia, destrói o carro roubado, que não tinha seguro, e em seguida é preso. O cidadão acabou de desistir de ter seus R$18.000,00 de volta.
Na penitenciária, os bandidos vivem sem gastos, ganhando comida, luz, água e visitas, mesmo que não seja da forma mais digna, bonita e limpa. Quem paga tudo isso é o governo. E quem paga o governo é você, eu, o cidadão que teve o carro roubado e todos o povo brasileiro que não sonega impostos. Ou seja: Nós sustentamos a pãe de ló os bandidos que antes levaram nossos bens.
Não seria mais interessante para nós, povo de bem, que os presidiários se sustentassem? Que pagassem o máximo possivel suas próprias penas? Que trabalhem então! Façam e arrumem estradas sob o olhar vigilante e pulso firme de bons policiais. Virem massa e empilhem tijolos pra construir prédios públicos. Rachem lenha. Carreguem pedra. Diminuam os custos do governo em troca do sustento!
Mas não, os Direitos Humanos não permitem nada disso. Não permitem que os presos fiquem sem colchão, sem roupa, sem comida. Se quiserem, podem queimar um colchão por dia. Cem por dia se quiserem! Porque o governo deverá seguir os Direitos Humanos e comprará sempre colchões novos, mesmo que os estragados tenham sido usados em rebeliões ou quaisquer atos contra o próprio governo.
Absurdo? Não. Brasil...

Thiago M. Lacerda

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Roubando idéias do vinil

Agora é oficial: MEGA-CRISE DE CRIATIVIDADE! To cada vez pior... Não conseguí nem acabar a música cuja estrofe postei aqui anteriormente...

Enquanto as idéias não voltam pra essa mente vazia e pra esse coração partido, vou deixando idéias alheias...

Long Plays
Pública

Já mudei tudo de lugar
Inventei muitas frases pra dizer
Mas mesmo assim eu ainda estou só!

Já comprei todos Long Plays
Dos artistas que você sempre gostou
Mas mesmo assim eu ainda estou só!

Eu não vou nem ligar se você me disser
Que não vai mais voltar
Eu não vou nem ligar se você me julgar
Mais um cara vulgar
No fundo desse poço achei
Algo que valha a pena

(Long Plays)

Já roubei muitos corações
Com as canções mais nervosas que o mundo há de ouvir
Mas agora estou só
E não pense que é tão ruim
Sendo só os meus discos posso ouvir e ser feliz
Bem longe de ti

Eu não vou nem ligar se você me disser
Que não vai mais voltar
Eu não vou nem ligar se você me julgar
Mais um cara vulgar
No fundo desse poço achei
Algo que valha a pena

No fundo desse poço achei
Algo que valha a pena

No fundo desse poço achei
Algo que valha a pena