quarta-feira, 13 de maio de 2009

Outra vez a chuva

Ai ai... Dia não mtu bom hoje -.- Manhã um pouco entediante... Tarde corrida... E fim de tarde mega-ruim... Saí da casa da Dani, lá pelas 5h30min, e fui em direção a Assis Brasil. Tava precisando pensar, tirar um tempo pra pensar exclusivamente na minha vida... Decidi ir a pé. Continuei caminhando, e perto de chegar na Av. do Forte, começou a chuva... Violão nas costas e fone nos ouvidos, seguí em frente. Ao passar a "Figueira da Brasil com a do Forte", simplesmente perdí a noção... Literalmente, me afundei nos pensamentos...
Minhas pernas se moviam, mas a minha cabeça estava em vários lugares, pensando sob a trilha sonora de "Canibal vegetariano devora planta carnívora", entre outras... A certa altura, olhei em volta. A chuva ainda caía, as ruas estavam cada vez mais vazias e eu... estava enxarcado. Pensei em várias frases interessantes, mas estava sem caderno, e já não as lembro. Seguindo meu caminho, entrei em ruas que eu nem conhecia, e fui criando meu caminho até chegar na Alberto Pasqualine, onde a rota já estava traçado. O resto foi tranquilo, apesar da mijada da mãe ("tu é louco!? Vir a pé de lá essa hora e ainda na chuva!?")...
Vou deixar aqui uma frase interessante e um trecho da música que citei acima (em outro post eu deixo o resto. Ela é bem longa).

"Toda catedral é populista, é pop, é macumba pra turista. Mas afinal, o que é rock'n'roll? Os óculos do John? O olhar do Paul?"


Canibal vegetariano devora planta carnívora
Engenheiros do Hawaii

Eu tive um pesadelo
tive medo de não acordar
do alto de uma torre
eu vi a terra
em transe profundo
todo mundo era poeta
todo mundo era atleta
todo mundo era tudo
"DO IT YOURSELF", diziam
"O CÉU É' O LIMITE", acredite

Era um pesadelo
não consigo acordar

Eu tive um pesadelo
tive medo de não acordar
eram várias variáveis
um vírus voraz no computador
sem rumo:
na contramão do fim da história
em resumo:
o sonho é OVER (OVERNIGHT)

Era um pesadelo
não consigo acordar

O SUPRASUMO DA CONTRADIÇÃO
clichês inéditos
déja vu nunca visto
esquerda light
diet indigestão
jagunço hi-tech
perua low profile
cabelo vermelho Ferrari
jóia rara para a multidão

...

terça-feira, 12 de maio de 2009

Encontros e reencontros...

Estava eu caminhando na José Bonifácio hoje de manhã, pouco antes das nove, quando começou a chuva. Com os pingos já marcando meus ombros, olhei ao redor, e de súbito, me veio a frase "Primeiro a chuva fina"... Imediatamente tirei o caderno da mochila, e abaixo de chuva mesmo, comecei a escrever enquanto caminhava. Durante o trecho que vai até a João Pessoa, escrevi a primeira estrofe, enquanto as demais foram escritas posteriormente, durante o intervalo do curso. Eis aqui o poema ao qual acabo de dar nome:

Arauto

Primeiro a chuva fina,
depois grossos e esparsos pingos
molharam as árvores sobre minha cabeça
e umedeceram o chão sob meus pés.
O cheiro de chuva invadiu minhas narinas,
enquanto as pesadas nuvens de medo escureciam a visão.

As árvores, antes imóveis, pareciam tremular
perante a tempestade que se aproximava.
A água que caia parecia lavar minha alma
e escorrer meus medos e sonhos.

Na Redenção, não havia viva alma
e sinceramente, não sei se eu o era...

Thiago Lacerda


Na volta, a chuva estava ainda mais forte. Encontrei um ex-professor meu, da época em que eu estudava no Anne Frank (Cidade Baixa e Bom Fim me lembram sempre...), o professor Getúlio. Conversamos rapidamente, e ele me lembrou de uma história que a principio, pode parecer até boba, mas é um lembrança interessante, que a professora Cláudia também me lembrou da última vez que a ví. Nada de mais... Passeio com a turma, lanche no McDonalds da Praça da Alfândega sentado na mesa do sor Getúlio e da sora Cláudia, batendo papo direto... Sora Cláudia, uma das melhores professoras que eu tive. Geografia e História. Com certeza, uma influência legal pro que tenho escrito...

De tarde, apresentação dos Cancioneiros lá no Dom Bosco, pra turma 83, a qual eu e o Xera já conheciamos de outra apresentação. Falamos sobre tudo, e o mais importante, foi o "batismo" do Nando. Primeira apresentação, e com toda a certeza posso dizer: É o melhor tecladista que os Cancioneiros já tiveram!!! Eu, Xera, Nando, Preto e uma gurizada viajante... Podia dar errado!? xD

Beijos e abraços!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

De volta aos ônibus lotados!

Quando 2008 acabou, e logo veio a formatura do ensino médio, a ansiedade me batia a cada momento me dizendo que dali em diante tudo seria diferente. Dias e mais dias livres pra fazer o que quisesse. Sem celular despertando as 6h da manhã. Sem provas e trabalhos. E principalmente: Sem compromissos. Essa realidade perdurou pelas férias de verão. Voltaram as aulas pra grande maioria, e ainda assim essa sensação de liberdade durou 1, 2, 3 dias... No 4º dia nasceu o tédio, que se estendeu pelo 5º, 6º, 7º, 8º, 20º...
Depois de longas e quase estressantes (over)doses de ócio, comecei meu curso de web design no SENAC Informática, e completei todo o horário livre pras minhãs manhãs, antes ocupado pelo sono:

6h20min- Acordar, tomar banho e se arrumar;
6h40min - Sair de casa com a irmã chata, e pegar o B56 em direção à Assis Brasil;
7h25min - Chegar na Assis Brasil, e ir com a Larissa até a esquina do colégio; Voltar e pegar o B56;
7h55min - Descer no fim da linha do B56, caminhar até uma outra parada na Protásio Alves, e esperar um ônibus que vá até a Osvaldo Aranha.
8h40min - Desembarcar do ônibus (normalmente 490, 495 ou R41) na frente do HPS, e caminhar toda a Venâncio Aires, passando pela Santana, João Pessoa e Lima e Silva.
8h50min - Sentar no banco da frente do SENAC Informática, ler um pouco e entrar na sala 404.
12h - Sair do SENAC, e fazer o trajeto inverso, pegando o ônibus na frente do HPS e voltando pra casa.

Ou seja, minha manhã foi completamente tomada de compromissos. Muito bom. Era o que eu queria, não era? Remédio para o tédio? Ocupação. Tudo bem... Mas na quarta-feira, algo aconteceu... Um pouco atrasado para pegar o ônibus na Protasio, peguei o Manoel Elias (495) excepcionalmente lotado para o horário. Me senti apertado. Me senti numa lata de sardinhas. Me senti feliz. Feliz!? Todo mundo reclama dos ônibus apertados, e eu me sentí feliz!? Parece estranho, mas desde o ingresso no Pallotti eu não vivenciava um ônibus lotado antes de um compromisso. Vida facil: Pegava o ônibus no fim da linha, ia sentadito. Na volta, era um horário vazio, voltava sentadito.
Me lembrei da época do Anne Frank, 18h30min, depois de 6 períodos no lombo, pegando o ônibus em direção ao centro, pra voltar sentado, porque se pegasse direto pra casa, cruzava o trajeto todo em pé no ônibus, e os raros lugares só apareciam quando eu tinha que descer... Me sentí vivo de novo... Depois de meses de ócio puro e simples, é muito bom ter uma rotina de novo, ter compromissos... Obviamente, tudo que é demais enjoa, e talvez daqui a alguns meses eu esteja nesse mesmo blog reclamando da vida, mas aí faz parte...

sábado, 9 de maio de 2009

Você me faz continuar ♪

Atlântida Festival... Melhor evento do ano desde o Planeta... pena q teve gente q n pode ir -.- Ms msmo assim, as parcerias tavam maras =D Saída da Assis Brasil com a Karine e a Camila lá pelas 15h30min, a partir dai, tudu foi tri^^
FIERGS super lotada, tudo caro, e show um pouco entediante (pra mim, que não conheço muitas musicas) do NX Zero e Fresno, mas apesar disso, simplesmente excelente!! No Capital Inicial, sem chance de ficar parado -.- E o show do Armandinho então!? 4 e tantas da madruga, chega o cara lá no palco, e a gurizada do nada acorda! Parecia inicio de show... Po, escutar a musica mais maravilhosa que eu tenho ouvido ultimamente, "Outra vida", do lado da Camilinha e da Kah foi mtu bom ^^
Gurias, mataram a pau ;)
Fora o resto do pessoal que né, tbm tavam mtu balas! Delmo, Ronaldo, Cesar, Vicky, Dani, Amanda, Anny, Gi e por ai vai...

Mudando de assunto...

A cada semana, os prós e os contras me martelam a cabeça... Mas hoje, um baita dum pró veio... Vou explicar melhor a história...

Depois de ter chego do AF 6h30min em casa, tomei banho e me larguei na cama... Acordei mega atrasado, e vi no celular uma mensagem do Teixeira:

Hoje vai ser a escolha dos dindos. Nao falta!

Mas na hora, como tava atrasado, nem dei muita bola... Fiz umas torradas (pra variar, o almoço não tava nem sendo processado na mente da mãe xD), me arrumei e me fui... No ônibus, entre um pensamento e outro, me veio a mensagem... "Putz, e agora, quem eu vou escolher!?" por inúmeros fatores fui "eliminando" candidatos, mesmo por que, pra variar, eu nunca lembro de todo mundo que vai. Tinha ficado só com um, quando me surgiu na mente aquela menina bochechuda que usava camiseta dos beatles... "Fechou... É ela".
Na hora da escolha, não deu outra: Escolhi a Pati!!!
Pelo que ela me disse, a minha escolha surpreendeu ela (assim como à maioria... Quase todos me disseram que acharam que eu iria escolher o Xera), e a reação dela me surpreendeu mais ainda. Pensei que seria meio que "Tá, que tri, me ecolheu e tal. Abraços, e deu", mas novamente percebí que eu tinha errado... E pra falar a verdade, espero ainda estar errado sobre muita coisa.

Pati, tu revitalizou minha vontade de continuar!!!!! Te amo dinda ^^




Hoje não vai ter nenhuma crônica nem poema (é, faz algum tempo que não escrevo poemas, mas talvez essa recaída que meu deu na madrugada de sexta pra sábado ajude um pouco. Ah, pois é, eu falo da recaída em outra ocasião, mas não se preocupem, não tomei outro porre xD), mas acho que durante essa semana já escrevo alguma coisa... To com dois assuntos pendentes ;)


quinta-feira, 7 de maio de 2009

Receita de amigo...

Tava indo pro SENAC hoje de manhã, quando coloquei a mão no bolso do casaco e encontrei um papelzinho meio dobrado, meio amassado. Escrita e letras azuis, vinha a seguinte mensagem:

Eu quero lhe ver
é rindo!
Remédio pra tristeza
e mágoa
é prosa com amigo

xD
Teixeira
2008


Me lembro exatamente da cena: Eram pouco mais que sete horas. Tava frio na rua, e eu, cabisbaixo, vestindo o mesmo casaco preto em que encontrei o bilhete, estava parado frente ao banco do Pallotti, banco este ocupado por várias pessoas, entre elas, o Teixeira. Nos últimos dias eu tinha andado bem triste (talvez quem lembre disso, no fim do ano passado, saiba o motivo, mas não cabe comentar aqui porque não envolve só a mim), e naquele dia não foi diferente. Quando, do nada, o Teixeira pegou o caderno dele, escreveu algo, e botou no meu bolso, ao que na mesma hora tocou o sinal. Lí o bilhete enquanto subia as escadas, e, apesar de não ter solucionado o problema que me entristecera, foi bem acolhedor, e é algo que até hoje lembro e me conforta, por saber que eu tenho um amigo que sempre vai estar ali quando eu precisar...

Obvio que não precisa me dar bilhetinhos pra eu lembrar da pessoa neh xD Ms esse bilhete me fez pensar hoje em quão grande são as amizades que eu já fiz e que tenho feito nos ultimos tempos... Algumas tem evoluido bem rápido, e estão tomando um rumo que sinceramente... estou curtindo ^^



Pow, bombardeio d posts hoje neh xD Ms eh q amnhã muito provavelmente não haverão posts, porque tem Atlântida Festival!!!!!! Levar a Larissa no Pallotti, ir pro SENAC, colocar crédito no TRI, encontrar o pessoal e se largar pra FIERGS... Nem sobra tempo ;)




Costeletas e flores

Cada vez mais chego a conclusão de que nascí na época errada... Sei lá, cheguei atrasado ou algo parecido... Gosto de escrever cartas e dar flores, dou lugar no ônibus a alguns velinhos, uso costeletas e escuto musicas (bem) antigas, algumas da época da minha vó. Não tem nada a ver com ser Don Juan ou bom samaritano (apesar de Don Juan ser uma boa opção), aliás, bonzinho é algo que definitivamente eu não sou (Teixeira e sora Ana que o digam né... "Sem creche =D"). Como diria Cazuza: "Não tenho tempo pra milindres, filhos, gente com medo...".
Na verdade, não tenho nada de Don Juan, mas talvez de Dom Quixote... Costumo simpatizar com causas utópicas, perdidas, e como já me disseram várias vezes, amo seres idealizados, pessoas que estão ali, mas que não são de verdade como a minha mente insana me faz vê-los...

Bom, eu vou parar por aqui porque não curto muito auto-análise... Deixo ai uma música tri, seguindo bem a temática desse post ;)

--------------------------------------------------------------------------

Dom Quixote
Engenheiros do Hawaii

Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
na ponta dos cascos e fora do páreo
puro sangue, puxando carroça

Um prazer cada vez mais raro
aerodinâmica num tanque de guerra,
vaidades que a terra um dia há de comer.
Ás de espadas fora do baralho
grandes negócios, pequeno empresário.

Muito prazer me chamam de otário
por amor às causas perdidas.

Tudo bem, até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento

Tudo bem, seja o que for
seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas

Tudo bem, até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
muito prazer, ao seu dispor

Se for por amor às causas perdidas
por amor às causas perdidas

terça-feira, 5 de maio de 2009

A violência travestida faz seu trottoir

Nesses tempos difíceis, que para muitos já duram décadas, as soluções são procuradas com todas as forças, mas estas parecem que não querem ser encontradas... Um dos objetivos mais comentados é o de investir hoje na educação, para criar os bons cidadãos de amanhã. Uma solução pro futuro. Uma solução falha... Hoje em dia, toda tentativa de melhoras é frustrada por um inimigo que existe no mundo inteiro, mas que é forte particularmente no Brasil e demais país do Novo Mundo: A violência.
Os valores aqui estão completamente trocados. A violência tomou o lugar da educação, e entrou pelos rádios, TVs e computadores de nossas crianças, dominando até as classes mais altas da infância brasileira. A violência está nos nossos olhos, nos nossos ouvidos, na nossa porta. Os funks estão ai, em cada mp3, mp4, iPod ou celular, muitos incentivando o uso de drogas e atos violentos através de palavras chulas e batidas envolventes. As grandes gangues do tráfico já ganharam sua versão kids, sua escolinha, na forma dos bondes. Realidade resumida nas linhas de Humberto Gessinger que dizem “A violência travestida faz seu trottoir em armas de brinquedo...”
Então, qual é a solução!? Investimento mútuo. Combater a violência na rua e nas escolas, enquanto se mostra às novas gerações o mal que esse inimigo plantou por aqui. Um investimento caro , sim, mas completamente possível não fossem os gastos exorbitantes com os funcionários dessa empresa falida e caótica que calorosamente adotamos como pátria. Se o salário dos nossos políticos fosse algo um pouco mais próximo do real, o governo teria dinheiro de sobra para qualquer investimento necessário, afinal, os impostos mais caros da Terra tem que servir para alguma coisa...

Thiago Lacerda

E falando em políticos e impostos caros, acho que vale a pena ver esse video perfeito do Luís Carlos Prates, do Jornal do Almoço de Santa Catarina: